lunes, 20 de diciembre de 2010

Tempo.

Depois de quase três anos, fica difícil pedir o violão de volta.

miércoles, 8 de diciembre de 2010

viernes, 20 de agosto de 2010

Semana passada eu sofri um acidente. Caí da escada e quase perdi dois dentes, que estão bem colocados na boca devido a um investimento inicial de 2 mil reais. No começo desanimei, mas agora só quero que esses minutos passem para que a minha semana termine. Sem festas, devido aos antibióticos e ao meu físico debilitado e magro, resultante de uma semana sem alimentos sólidos. Mas continuo com todas as minhas partes visíveis e as partes que foram embora podem ser escondidas por um belo par de sapatos ou por um corte de cabelo moderno, que dizem ao mundo que nada me falta. Eu apredi tudo isso nas fábulas da minha infância, se algo me falta eu compro, coloco um broche bonito e escondo os buracos.

miércoles, 21 de julio de 2010

Ando bem propensa ao sofrimento, mas nada acontece e o sono não chega. outrodia, outrodia, outrodia, amanheceu faz mais de uma hora, acordei depois de duas horas de sono e um pesadelo e não durmi mais.
O outro fim foi traumático, eu achei de ia me partir ao meio e procurei aliviar a dor de todas as formas possíveis. Até que tive que ir embora, não aguentava ficar mais na minha casa, na minha cidade, com os meus amigos e minha família porque tudo me lembrava que eu estava só, que tinha acabado. Agora é diferente, eu sonho mas lembro muito pouco dele, na verdade tenho mais pena dele do que algum resquício de dor. Como eu posso ter passado esse tempo sentindo apenas pena de um homem tão bonito? Até o tesão tava virando pena. Acho que tinha pena por saber que ele nunca ia conseguir fazer com que eu me apaixonasse. Mas mesmo assim, mesmo sem ter amado, mesmo sem ter cogitado a possibilidade de me apaixonar, ficam pequenas marcas que não acrescentam em nada, pois não remetem a algo feliz ou íntimo, mas apenas a algo cotidiano e necessário. Sexo. Relacionamento. Só porque não tenho nada melhor para fazer com minhas emoções. Será que depois de tanta dor me bloqueei? Será que não vou mais conseguir amar? A possibilidade de passar por um fim como o anterior novamente me amedronta, mas eu quero algo para sentir, algo para lembrar, mesmo que bloqueie essas boas lembranças depois por elas virem junto com a dor. Ela não me faz mais chorar no meio da rua, mas existe.

lunes, 5 de julio de 2010

Coisas que fazem meu coração bater mais depressa

Quando comecei a pensar em escrever ouvi a voz da francesa. A narração era dela, mas as palavras que juntei não sairiam jamais daquela boca. As minhas, são palavras de uma voz desafinada, anasalada. E aquela boca diz verdades maiores. Ela é ausente de tons infantis e quando caminha, apresenta movimentos seguros. Os meus são desastrados. Eu ando com uma bolsa bonita e pequena, que não consigo segurar direito. A voz usa bolsa de couro marrom, bem ajustada no braço direito e com o tamanho exato para que todos os itens necessários ao seu dia se acomodem. Ela falou na lista. Coisas que me arrepiam: sinos. o cheiro das manhãs de minha infância. pequenas dores, como a que sinto quando mordo a afta para que ela doa um pouco mais. Coisas que me afligem: o amanhecer do dia chegando e o sono ainda distante. a cólera que anuncia o fim, a perda, o ciúme. Coisas que fazem o coração bater mais depressa: fumar escondido. olhar alguém que passa na rua e não me interessa realmente, com um olhar mais demorado e detalhado do que o geralmente destinado a esses passantes, a pessoa vira, percebe meu olhar, e caminha mais rápido, apreensiva e incomodada. avistar de costas um homem que já me amou, alguém que já foi meu e hoje é um estranho.

jueves, 3 de junio de 2010

Tão dizendo pra eu me jogar. O louco voltou, minha carta predileta do tarô.

domingo, 30 de mayo de 2010

Certa manhã acordei de sonhos intranquilos

Esse post é mais uma forma que encontrei para me desviar das minhas obrigações de Domingo. Por isso tenho que fazê-lo longo, seguido da explanação de algumas dores que me surgiram escutando o novo cd de Otto lançado ano passado e intitulado "Certa manhã acordei de sonhos intranquilos".
Repetir a frase título do CD me faz bem pois eu, apesar de incapaz de manter o mesmo fluxo de pensamento por algumas linhas, sou apaixonada por narrativas.
Mas na verdade não quero ser crítica do CD. Amei a ponto. Já tinha escutado, mas agora me viciei e várias das sensações que terei daqui por diante serão influenciadas pelas escutas repetidas no computador ou no som do carro.
O que eu quero é uma desculpa para não ter que começar imediatamente a fazer as provas de amanhã. O que eu quero é uma desculpa, como a quero em todos os Domingos.
Pela primeira vez depois de quase dois meses eu estou sentindo falta do meu namorado. Também estou tratando ele por namorado e não por paquerinha ou namoradinho. Mas estou sentindo a proximidade de mais uma morte, talvez um fim, um começo ou uma nova vida.
Ontem um amigo perguntou se eu estava voltando a morar aqui em Recife de fato ou se pretendia sair novamente. Disse que ia ficar, e hoje penso em sair. Mas adoro isso aqui, apesar das péssimas noites de sábado que essa cidade proporciona e da insatisfação em um trabalho do qual fugi e ao qual voltei. Talvez essa sensação de morte seja justamente por causa disso tudo. Do trabalho que hoje me ameaça, que me faz medíocre mas que, diante da ameaça de demissão, me faz ficar desesperada pensando no amanhã. Talvez seja também porque se sair mais uma vez não terei muitas chances de voltar.
As pessoas cansaram e a cidade continuou a virer enquanto eu vivia longe. A vida mudou e eu também.

lunes, 17 de mayo de 2010

Bem longe do agora

Voltei a ser o que era antes. Ainda bem! Reclamo das aulas, da vida, mas agora não sou só isso. Ou ao menos não pretendo ser só isso. Já trabalhei como free lancer em uma ótima produtora e tenho ao meu lado um homem lindo com dread no cabelo. Tudo igual, porém melhor. A volta foi boa, mas o que me aflige é que os motivos do meu enjôo dessa vida voltam aos poucos. Cada vez mais rápido agora que o freela acabou e tenho mais tempo livre. Que comece novamente. Pois eu não quero ter tempo pra pensar. Não quero ficar só no desprazer. Quero perceber que o tempo passou tempos depois. Com dinheiro no bolso e novas vontades surgindo bem longe do agora.

martes, 26 de enero de 2010

Quero ir

Ano passado, nessa mesma época, eu tinha o tempo todo uma sensação de morte. Ia viajar, cortar laços, e me sentia amedrontada diante do novo. A sensação de morte tem voltado esses dias, mas é diferente. Antes eu tinha medo de matar o que já tinha, minhas raízes, meus amigos e família. Agora sinto outra morte, parece que fui presa e estou sendo julgada por algo, estou num limbo e minha maior esperança no momento é voltar ao que tinha antes. E eu quero continuar, seguir. Mas voltei. E quero ir novamente.

Canción de Alicia en el país - Seru Giran

Quién sabe Alicia éste país
no estuvo hecho porque sí.
Te vas a ir, vas a salir
pero te quedas,
¿dónde más vas a ir?

Y es que aquí, sabes
el trabalenguas trabalenguas
el asesino te asesina
y es mucho para ti.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.

No cuentes lo que viste en los jardines, el sueño acabó.
Ya no hay morsas ni tortugas
Un río de cabezas aplastadas por el mismo pie
juegan cricket bajo la luna
Estamos en la tierra de nadie, pero es mía
Los inocentes son los culpables, dice su señoría,
el Rey de espadas.

No cuentes lo que hay detrás de aquel espejo,
no tendrás poder
ni abogados, ni testigos.
Enciende los candiles que los brujos
piensan en volver
a nublarnos el camino.
Estamos en la tierra de todos, en la vida.
Sobre el pasado y sobre el futuro,
ruinas sobre ruinas,
querida Alicia.

Se acabó ese juego que te hacía feliz.


Todavia sigo necesitando alguién que hable lo que han hablado a Alicia.

Quando penso no ano passado só lembro do que não consegui. Passei o ano todo em busca de algo, primeiro, de um esquecimento. Queria esquecer como era me sentir uma ex, e hoje, esqueci. Esqueci. A pessoa, o objeto de desejo, e não a dor. Por isso fiquei tão tocada quando vi sans soleil, por ter percebido de imediato que a dor já tinha seu espaço ocupado em mim. Mas bem, consegui me sentir outra coisa, hoje, o lugar que ocupo no mundo independe de minha situação anterior, ou depende, como tudo o que fiz, mas não é mais tão definidor. Talvez esse tenha sido realmente meu único objetivo ao ter fugido, e olhando por essa ótica sou uma vitoriosa, pois consegui o que queria. Mas porque tive que perder tanto? Agora, e nos últimos meses, tenho me torturado todo o tempo. Hoje, por exemplo, passei a ter medo de sair de casa durante os próximos 10 dias porque, segundo o meu horóscopo, posso fazer alguma merda por motivos fúteis e "me queimar" com as pessoas. E o que mais me amedronta não é essa possibilidade, mas sim ter me tornado tão fraca a ponto de me torturar por um horóscopo ou tarô que nunca se concretiza nas boas promessas e que talvez me coloque emocionalmente sucetível às más. Não acredito, sinceramente, que uma transa casual possa aparecer com tanta força nas cartas, mas tento me convencer disso para não parecer que tive um fracasso completo na busca por um amor porteño. Porque tanta insegurança? Pela volta. Essa volta me atormentou desde antes de colocar os pés fora de casa, e agora me vejo pior que antes, torcendo por um telefonema para voltar ao trabalho do qual fugi quase um ano atrás. Valeu a pena, mas tenho medo de que tenha sido apenas isso. Tenho medo de não sair, de não viver, e de me torturar por cada passo dado nessa cidade onde minhas boas referências estão cada vez mais distantes de mim. Seguiram seu caminho, e eu tive que voltar.