lunes, 6 de julio de 2009
O que me dói é não conseguir me perder de mim
Eu penso agora em um som. Imposível de escrever aqui. Impossível porque não tenho as notas. Mas me segue quando ignoro solenemente a música cantada em espanhol de acá. E sinto o que poderia ter tido, sido e vivido. Se ao invés de pernambucana fosse cordobesa e cantasse Charly Garcia como un recuerdo de lo que ha vivido nos seus tempos de adolescente. E reconhece quando falam, cordobeses lhe perseguem. E eu acho lindo e quero o mundo. Quero casa, amigos e algo seguro e antigo mas também quero Córdoba e Jujuy. E Medellin, que para mim parece um paraíso perdido e desconhecido só porque gosto dos de lá sem nunca ter ido. Mas quero também cantar com os meus, gritar com os meus e rir das piadas entendidas e familiares. Brincar com meus códigos, gostos e sons. E penso mais uma vez nessas notas e nas primeiras palavras de uma música em português. E em como se sonha em córdoba ou em um apartamento habitado há anos por uma família porteña que sempre viveu na calle junín. O que me dói é não conseguir me perder de mim.
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