martes, 26 de enero de 2010

Quero ir

Ano passado, nessa mesma época, eu tinha o tempo todo uma sensação de morte. Ia viajar, cortar laços, e me sentia amedrontada diante do novo. A sensação de morte tem voltado esses dias, mas é diferente. Antes eu tinha medo de matar o que já tinha, minhas raízes, meus amigos e família. Agora sinto outra morte, parece que fui presa e estou sendo julgada por algo, estou num limbo e minha maior esperança no momento é voltar ao que tinha antes. E eu quero continuar, seguir. Mas voltei. E quero ir novamente.

Canción de Alicia en el país - Seru Giran

Quién sabe Alicia éste país
no estuvo hecho porque sí.
Te vas a ir, vas a salir
pero te quedas,
¿dónde más vas a ir?

Y es que aquí, sabes
el trabalenguas trabalenguas
el asesino te asesina
y es mucho para ti.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.

No cuentes lo que viste en los jardines, el sueño acabó.
Ya no hay morsas ni tortugas
Un río de cabezas aplastadas por el mismo pie
juegan cricket bajo la luna
Estamos en la tierra de nadie, pero es mía
Los inocentes son los culpables, dice su señoría,
el Rey de espadas.

No cuentes lo que hay detrás de aquel espejo,
no tendrás poder
ni abogados, ni testigos.
Enciende los candiles que los brujos
piensan en volver
a nublarnos el camino.
Estamos en la tierra de todos, en la vida.
Sobre el pasado y sobre el futuro,
ruinas sobre ruinas,
querida Alicia.

Se acabó ese juego que te hacía feliz.


Todavia sigo necesitando alguién que hable lo que han hablado a Alicia.

Quando penso no ano passado só lembro do que não consegui. Passei o ano todo em busca de algo, primeiro, de um esquecimento. Queria esquecer como era me sentir uma ex, e hoje, esqueci. Esqueci. A pessoa, o objeto de desejo, e não a dor. Por isso fiquei tão tocada quando vi sans soleil, por ter percebido de imediato que a dor já tinha seu espaço ocupado em mim. Mas bem, consegui me sentir outra coisa, hoje, o lugar que ocupo no mundo independe de minha situação anterior, ou depende, como tudo o que fiz, mas não é mais tão definidor. Talvez esse tenha sido realmente meu único objetivo ao ter fugido, e olhando por essa ótica sou uma vitoriosa, pois consegui o que queria. Mas porque tive que perder tanto? Agora, e nos últimos meses, tenho me torturado todo o tempo. Hoje, por exemplo, passei a ter medo de sair de casa durante os próximos 10 dias porque, segundo o meu horóscopo, posso fazer alguma merda por motivos fúteis e "me queimar" com as pessoas. E o que mais me amedronta não é essa possibilidade, mas sim ter me tornado tão fraca a ponto de me torturar por um horóscopo ou tarô que nunca se concretiza nas boas promessas e que talvez me coloque emocionalmente sucetível às más. Não acredito, sinceramente, que uma transa casual possa aparecer com tanta força nas cartas, mas tento me convencer disso para não parecer que tive um fracasso completo na busca por um amor porteño. Porque tanta insegurança? Pela volta. Essa volta me atormentou desde antes de colocar os pés fora de casa, e agora me vejo pior que antes, torcendo por um telefonema para voltar ao trabalho do qual fugi quase um ano atrás. Valeu a pena, mas tenho medo de que tenha sido apenas isso. Tenho medo de não sair, de não viver, e de me torturar por cada passo dado nessa cidade onde minhas boas referências estão cada vez mais distantes de mim. Seguiram seu caminho, e eu tive que voltar.