domingo, 28 de junio de 2009
Do teu corpo só sinto falta da temperatura morna. Quase quente, aquecendo a água fria do chuveiro antes de tocar em mim. Não sinto falta do teu sexo, entrando sempre seco. Nem da tua boca breve, que nunca entrava em desespero. Os amores, os ódios e os anos me são lembrados sempre por pequenas passagens. As tuas se resumem nas pernas entrelaçadas debaixo da mesa. Cigarros, cervejas e algo bom prestes a acontecer. Você me quis e me tomou, sem novas passagens. Um dia, ficamos sem sentidos ou datas comemorativas. Vivemos um fim de amor ateu, com pequenas mágoas presentes em cada despertar sem beijos. E o nosso amor, que dizia-se sem rituais, acabou seguindo todos os passos já contados nas histórias vulgares do cotidiano.
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